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Uma Bomba Chamada Cigarro
Câncer de boca, língua, esôfago, faringe e pulmão. Impotência sexual, problemas cardíacos, derrames... Esses são alguns dos problemas provocados pelo cigarro. Dados do Ministério da Saúde revelam que o fumo é responsável pelas mortes causadas por câncer no pulmão (90%); cardiopatia (25%); bronquite e enfisema (85%); derrame (25%) e pela metade dos casos de câncer de pelo em todo país.
Os números são assustadores e acabam mostrando que o cigarro, com aquela estrutura tão pequena que deleita e vicia o fumante é, por assim dizer, uma verdadeira bomba, de efeitos devastadores para saúde. Num passado não muito distante, o fumo já foi mostrado ao mundo como símbolo de glamour. Não raro, estrelas do cinema e da televisão apareciam em filmes e novelas ostentando um cigarro entre os dedos, em meio a longas baforadas. Com isso, pareciam exalar valores como elegância, nobreza, sobriedade e força.
As propagandas da indústria do fumo sempre se esmeraram em mostrar que cigarro seria, contraditoriamente, sinônimo de saúde. Basta lembrar que normalmente os anúncios estavam associados aos esportes e à juventude. Exemplo bem claro do quanto se associava o cigarro ao imaginário buscado pelas pessoas está no caubói forte e viril que aparecia nas propagandas de Marlboro. Vale lembrar que aquele ator morreria de câncer, anos depois.
Nicotina – Essa substância é extraída de uma planta chamada Nicotiana Tabacum, mais conhecida como tabaco. No trago de um cigarro, a nicotina leva aproximadamente nove segundos para chegar ao cérebro – daí se pode imaginar a força com que ela entra no organismo. “A nicotina é um alcalóide. Fumada, é absorvida rapidamente nos pulmões, vai para o coração e, através do sangue arterial, se espalha pelo corpo todo e atinge o cérebro”, explica o médico oncologista Drauzio Varella, que apresentou a série Fôlego, no Fantástico, da Rede Globo.
Cinco bons motivos para parar de fumar.
O Dia mundial da Luta contra o Tabaco é 31 de maio, mas não existem muitos motivos para comemorar. Um terço da população adulta do planeta é fumante e, todo ano, 4,9 milhões de pessoas morrem de doenças decorrentes do vicio, considerando a principal causa do óbito evitável em todo o mundo. Largar o cigarro não é fácil, mas, conforme enumera o cardiologista Antonio Carlos Till, do Rio de Janeiro, os benefícios são muitos e imediatos. Depois de:
- 20 minutos, a pressão arterial e batimentos cardíacos voltam ao normal.
- 1 dia, já se observa a redução do risco de ataque cardíaco.
- 3 dias, há relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade respiratória.
- Em, no máximo, algumas semanas, o paladar e o olfato se recuperam totalmente.
- De 1 a 9 meses, há redução de tosse e infecções e a respiração praticamente volta ao normal.
Fonte: Tabacco Free Schools – University of Colorado Health Sciences Center.
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A Existência de Deus.
Fernando Caldas
Durante a minha feliz infância tive o prazer de desfrutar da amizade de uma infinidade de parceiros, com quem dividia os folguedos inumeráveis, que só uma criança, em sua pureza e espontaneidade, é capaz de criar. Volta-me à lembrança particularmente um deles, com quem a afinidade era mais visível. Tínhamos a idade de 14 anos exatos, quando a Apolo XI cumpriu a proeza de alcançar as planícies desérticas e áridas da superfície lunar. À época, vidrado em filmes de ficção científica, sentia-me profundamente emocionado com aquele ¨pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade¨. Acontece que, justamente nesse ponto, discordávamos, meu amigo e eu, acerca da fé no que ocorria. Para ele, aquilo era apenas um truque cinematográfico, tendo como cenário um deserto qualquer, adredemente preparado para aquele fim.
Recordo que Yuri Gagarin, primeiro cosmonauta russo a passear na órbita da Terra, após reconhecer a beleza do nosso orbe, afirmando ser o mesmo azul, asseverava, ao retornar, que não vira a Deus.
A nossa visão de mundo assume o tamanho das nossas crenças. Muitos espíritos, armados de conceções preconceituosas, desafiam a própria lógica, no momento em que tiram conclusões, no mínimo, precipitada, não observando todo o conteúdo daquilo que desejam examinar.
Tal qual o meu dileto amigo de infância, não crendo na descida do homem na Lua, muito embora ciente da existência de Deus, ou como referido astronauta, negando a realidade de um Poder Criador, seguem inúmeras inteligências, inegavelmente capacitadas em suas respectivas áreas de trabalho, vendo no Universo tão somente Espaço em Movimento, como legítimos representantes de uma Lei que não teria sido escrita por ninguém.
Inegável é que todas as coisas obedecem a um principio de organização, que por sua vez, demonstra a presença de uma Harmonia, que não prescinde de uma Lei para existir. Onde e por quem teria sido urdida tal Lei, haja vista que desde épocas imemoriais, imensamente distante do intelecto humano, a ordem impera, no alinhamento do Caos?
Reza a Ciência que a expansão do Universo deveria convergir para o Caos e no entanto, vê-se exatamente o contrário, como se algo intrínseco aos átomos, imprimisse movimentos precisos, a conduzir para a Ordem, que impera sobre tudo o que existe.
Considerando apenas Matéria e Energia como os dois elementos fundamentais do Universo palpável, estaríamos perdidos num cipoal de dúvidas angustiantes, pois jamais encontraríamos respostas ao trâmite inteligente da natureza. Todavia, ao imaginarmos uma inteligência superior, suprindo com seu próprio hálito à organização dos elementos referidos acima, abre-se para a razão humana uma porta capaz de desvendar os mistérios ainda indecifráveis.
Por mais distante que coloquemos a origem do Universo, encontraremos sempre um principio e um poder causador de todos os efeitos observáveis.
Naturalmente que, encontrando-se em plena floresta uma Ferrari, último modelo, em local onde apenas residissem povos indígenas ainda isolados da civilização, jamais um homem lúcido atribuiria aos habitantes locais a construção de tal automóvel, senão que procuraria explicação para o surgimento do mesmo naquela região. Por outro lado, seria considerado louco, digno de camisa-de-força, o que em plena praça pública tentasse convencer todos que o relógio moderno que traria às mãos, havia surgido por forças das coisas, sem que uma inteligência o houvesse projetado e construído. É mais fácil construir uma Ferrari, um relógio ou o Universo?
Concluímos, nesse breve raciocínio que a existência de Deus é plenamente defensável e comprovável, a partir da observação dos fenômenos da Natureza. Todas as negações serão inócuas contra o argumento sólido dos fatos, que tudo obedece a uma direção Sábia, quer chamemos ou não de DEUS.
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Caminhos
Fernando Caldas
A Vida está ai para nos ensinar: há estradas inúmeras e de diversas naturezas. Há aquelas que já encontramos ao nascer, forjadas pelo pioneirismo dos que nos precederam; há aquelas que testemunhamos a sua construção, acompanhando passo a passo os seus lineamentos, há aquelas que terminam em abismos, obstaculando a continuidade da marcha; há aquelas que varam os precipícios, entrelaçando-se à ponte, para continuar além.
Estradas são pontos de passagem, ao encontro de alguma coisa, nem sempre disponível ao nosso conhecimento prévio; são lugares onde o esplendor ou a escuridão defenderão suas existências, na dependência dos olhares que os miram; são instâncias a convidarem os pés que se dignam a percorrê-las, para a essencial jornada do viver, enquanto caminham; podem se constituir em luzes de descobertas deslumbrantes ou em prelúdio de fracassos retumbantes; serão, todavia, para sempre, a experiência vivida e aprendida, na luz meridiana do dia ou no oculto negrume da noite.
De todas as estradas, uma há, mais importante de todas, aquela que construímos enquanto caminhamos.
Nas imprescindíveis paradas para a apreciação das paisagens é inevitável a introspecção. No balanço necessário das orações cometidas, desvendamos o enredo tecido com suores, lágrimas, obstinação, denodo, a fim de tirarmos as reflexões e ensaiarmos os próximos passos, escolhendo a direção a seguir.
Feridas e espinhos, tanto quanto bálsamos e flores, permeiam a nossa jornada, seja ela individual ou coletiva.
A sabedoria oriental, já nos norteava a agir tal qual o sândalo, que perfuma o machado que o fere. Ensina-nos também a insculpir na pedra, todos os benefícios provindos do ser solidário e a inscrever sobre a terra as ferroadas pungentes que os incautos nos infligiram, amargurando nossas almas.
Continua abraçando a causa que achas justa ao teu coração. Nada pode abalar o caminho daquele que age movido pela convicção do servir. ¨Tudo serve, tudo se encadeia¨, em nosso processo ascensional. Cada detalhe talha-nos a alma, na oficina da vida.
É preciso seguir estradas, sobretudo as que nos encaminham ao encontro conosco próprio. Mas se há várias estradas, há apenas um caminho, onde todas se fundirão um dia, pois somente Ele será capaz de nos levar ao mais importante objetivo das nossas existências, o Pai Celestial. Em Jesus, o caminho do Amor Incondicional.
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O Movimento Espírita de Alagoas em suas primeiras décadas
Nos idos da década de 1880, “a propaganda doutrinaria em Alagoas (Informativo Espírita, outubro de 1976). O Espiritismo era “febrilmente combatido” por católicos e protestantes. Eram raros os que, “pela imprensa e pela palavra”, saíam em defesa da Doutrina codificada por Allan Kardec, com destaque para o “valoroso polemista” Antonio Scipião da Silva Jucá.
A situação começaria a mudar em 15 de janeiro de 1899, quando foi fundada o Centro Espírita Alagoano, primeira instituição espírita do Estado. Em outubro de 1903 decide-se mudar a denominação da entidade para Centro Espírita Alagoano Melo Maia (CEAMM), como até hoje é chamado. A segunda instituição mais antiga, a durar até os nossos dias, é Grupo União Espírita, fundado por Antônio Pombo em 23 de dezembro de 1899, inicialmente com nome Grupo Espírita São Vicente de Paulo.
Entre 1906 e 1913, o CEAMM fechou as portas. Tornaria a funcionar pela atuação decisiva de Manoel Vianna de Carvalho, para revigorar as acanhadas atividades doutrinárias do Estado, Vianna de Carvalho chegou a Maceió em 1913, “onde, além de proferir inúmeras conferências, algumas delas sintetizadas no Correio de Maceió, reorganizou os Grupos espíritas que se achavam em decadência”. No dia 13 de abril daquele ano, Vianna convocou os espíritas e simpatizantes a uma reunião, para revitalizar o Movimento Espírita estadual. Nessa ocasião foram reiniciadas as atividades do CEAMM.
Nesse ínterim, a Federação Espírita Alagoana foi fundada, em 6 de janeiro de 1908 – tendo Adriano d’Oliveira na presidência -, mas desativadas com poucos anos de vida. A função federativa ficou a cargo do CEAMM, ao qual se filiariam todos os centros da capital. Isso até 28 de julho de 1935, dia em que a Federação, por iniciativa de Joaquim José de Lima, retomou em definitivo sua jornada.
É importante destacar as passagens de Leopoldo Machado por Alagoas, nas dias viagens que fez ao Norte e Nordeste do País. Na primeira, em 1942, relatada na obra de Ide e Pregai, ele propagou a Doutrina por meio de palestras, em oito instituições de Maceió e em outros centros menores. Numa segunda viagem, em fins de 1950, como membro da Caravana da Fraternidade, divulgou o “Pacto Áureo” e a criação do Conselho Federativo Nacional (CFN) da Federação Espírita Brasileira.
Machado buscou, junto com seus companheiros de excursão, nos Estados por onde passou, adesões ao projeto de Unificação nacional. Na obra Caravana da Fraternidade, ele comenta: “Maceió espírita é uma cidade diferente. Pela sua visão larga da Doutrina, pelas obras de assistência que mantém, pelo número de seus centros espíritas e escolas, poderia ser a Meca do espiritismo no Brasil. [...] Assim, sob o ponto de vista da unificação, a Caravana teve ali muito pouco o que fazer infelizmente”.
Boletim Informativo // FEB // Junho de 2005
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O Pai Nosso
Fidel Nogueira
Pai Nosso;
Pois somos, todos, filhos do todo, somos centelhas divinas e Deus está em nós e em todas as coisas. Fazemos parte de uma família, universal no seu contexto, eterna na sua realização plena. Como filhos do amor, somos amor, como filhos da luz, somos luz, como filhos do eterno, somos eternos, enfim, somos irmãos que caminham para o mesmo destino escolhendo cada um o caminho que lhe cabe, conforme seu conhecimento das coisas e de si mesmo.
Que está nos céus,
Este “Deus interno” que todos carregamos e devemos tomar consciência. O céu é um conceito de felicidade que cada um pode construir em si mesmo, através do descobrimento do amor para o qual fomos criados. Deus que está em cada um de nós, latente em suas potencialidades, real em suas características, pleno em sua semente, pois que cada um carrega em si o céu que é capaz de criar e viver. A manifestação de Deus se faz em nós e em todas as criaturas do universo.
“o reino dos céus está dentro de vós”.
Santificado seja o vosso nome;
Faz-se necessário reconhecer o belo em todas as coisas, assim como buscar o belo em nosso íntimo, nos tornando cada vez mais “deuses em nós mesmos” e entendendo que somos todos capazes de atingir um estado de equilíbrio íntimo, nos tornando saudáveis de corpo e mente, exteriorizando o que é verdadeiro em nós.
Todos sem distinção, fomos criados com a mesma capacidade de construir o que de melhor acreditarmos e conhecermos.
Venha a nós o vosso reino;
Como um apelo, busquemos em nós esse reino de paz e alegria. E que esse reino se torne cada vez mais presente em atitudes renovadas no bem e na harmonia íntima de cada um de nós. Tudo o que precisamos para, sermos felizes, se encontra em nós como se encontra na semente a plenitude da vida de uma árvore, que colocada em contato com os elementos da natureza se faz presente respeitando-se o tempo que cada um necessita para tal. O grande instrumento da vida é o conviver, entrar em contato com o todo, com o todo que está em cada um, fazendo brotar as virtudes libertadoras, da bondade, da tolerância, da indulgência para com os outros, da compreensão de si mesmo e dos companheiros de jornada, tornando a caminhada uma grande viagem de conquistas eternas.
Seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus;
Que as vontades do “ego” possam assim se tornar, cada vez mais, as vontades de Deus em nós quando unidos á matéria ou quando no plano espiritual. Não nos deixando levar pelos modelos e costumes sociais, fazendo com que nos tornemos muitas vezes escravos do consumo, da desesperança, e do imediatismo mundano, seja em que época estejamos a viver, prevalecendo sempre os valores eternos e não o que é perecível. Pois que tudo passa na vida e pela vida, permanecendo apenas aquilo que é elemento do amor. Que a confiança seja parte integrante das nossas ações, não nos deixando aprisionar nas angústias, nas frustrações, que nos fazem muitas vezes cair nas armadilhas das fugas enganosas, construindo em nós conceitos e preconceitos inconvenientes.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje;
O que nos liberta das dores, da fome de liberdade, da sede de justiça, é o conhecimento, o conhecimento de nós mesmos. Possamos então cuidar do abençoado corpo físico, esse veículo maravilhoso da vida, sem nos esquecermos, porém, da verdadeira missão que cada um carrega dentro de si. Analisar, perceber, investigar em nós mesmos, sentimentos e emoções sem nos esconder aquilo que é necessário enfrentar e vencer, nos tornando seres mais livres das sombras, aumentando assim nossa capacidade de enfrentar novos desafios. Conhecer-nos é antes de tudo assumir uma posição de instrutores de nós mesmos, experimentando e vivenciando situações que enriqueçam nosso Espírito. Buscar a verdade, para que a verdade seja a grande libertadora de toda e qualquer ignorância que aprisiona. A verdade sobre o que somos, quem somos, como somos e para que somos, definindo assim um roteiro de conquistas valiosas.
Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos ofende;
Na nossa caminhada evolutiva vamos agregando valores, mas também carregamos ilusões que nos fazem acreditar que não somos capazes, que não somos amados, ou muitas vezes tentando carregar os sonhos e vontades dos outros, como se nós fôssemos responsáveis pela felicidade daqueles que conosco caminham. Somos verdadeiramente parte de um todo, mas cada um é responsável por si no que diz respeito à construção da própria felicidade. Por não conseguirmos carregar ou resolver os problemas dos outros é que acabamos por acreditar que não temos o direito de buscar o que queremos e necessitamos para sermos felizes. È verdade que temos como pais a responsabilidade de educar nossos filhos, mas jamais confundir educação com controle, amor com propriedade, que nos levam a querer projetar nossas frustrações, nossa vida, na vida dos nossos.
Assumindo muitas vezes uma posição de salvadores, queremos evitar que nossos filhos sofram, criando em suas mentes a ilusão de que a vida é um caminhar sem esforços ou situações desagradáveis, definindo assim um conceito irreal sobre si mesmos, impedindo que descubram os potenciais íntimos que cada um carrega no âmago.
Vivemos atualmente em uma era onde os modelos sociais nos cobram comportamentos baseados no imediatismo, fazendo com que a grande multidão atenda a apelos de aparências exteriores, de consumismo desenfreado, causando quase sempre um grande vazio interior, pois não se pode fugir de si mesmo, e os momentos de reflexão são inevitáveis.
Diante dos mesmos a grande multidão procura as fugas das suas dores e emoções em falsos mecanismos de defesa, definindo assim os equivocados conceitos do que se é ser bem sucedido e feliz.
Como a ilusão não é eterna e em nós só se deve permanecer o que é real e não o ilusório, a vida com sua infinita sabedoria se encarrega com seus mecanismos sutis e infalíveis de nos recolocar no verdadeiro caminho. Quase sempre ainda, a dor, continua sendo a ferramenta necessária para que possamos perceber os desvios que nos enveredamos na grande jornada.
Com a inevitável frustração diante desses comportamentos, muitas vezes, nos tornamos juízes de nós mesmos, nos condenando implacavelmente aos conflitos íntimos, sem nos dar novas chances de reparação.
Adotamos também a atitude de vítimas do mundo, vítimas da vida, enfim, transferimos nossas responsabilidades, atribuindo aos outros a culpa pelas nossas angústias e frustrações.
Pois, que o auto-perdão, é a primeira condição para entendermos a nossa fragilidade ainda ligada ao nosso desconhecimento das coisas, compreendendo assim que todos estamos sujeitos a erros e acertos, não havendo o porque da mágoa ou do rancor, nos dando a chance de reparação, reconstruindo em nós o equilíbrio.
Diante da abençoada oportunidade da reencarnação, a vida nos coloca muitas vezes diante daqueles que em uma pregressa oportunidade, ferimos por ignorância ou negligência.
A misericórdia deve fazer parte de nós, assim como, a sinceridade para conosco admitindo os equívocos, sem colocar sobre os outros o peso da responsabilidade daquilo que nós mesmos somos os arquitetos e executores.
O perdão é a grande libertação que nos permite aceitar os erros como desconhecimento das leis naturais, leis essas que estão, de forma ainda obscura para nós, em nosso íntimo. O arrependimento é o reconhecimento das verdadeiras possibilidades momentâneas provocando assim atitudes de aceitação e disciplina no fazer de novo, de uma maneira melhor, sem carregar no íntimo as energias deletérias do remorso e da mágoa. Não podemos estancar os sofrimentos sem curar em nós as feridas internas.
Não nos deixeis cair em tentação;
Novas experiências virão, atraídas pelas nossas próprias necessidades ou pela necessidade da vida, pois que temos o poder de construir o nosso amanhã, a partir das ações do hoje, tomando a consciência de que atraímos para nós, pessoas e situações, conforme nossos conceitos e julgamentos, que fazemos aos outros e a nós mesmos. Que possamos assim vencer os desafios sem acumular ainda mais compromissos de reparação futura. Pois, que, tentação é, nos colocar em prova, conforme as necessidades de aprendizado de cada um. Se o pré-conceito nos é presente nas atitudes, a vida se encarregará pela lei de atração, de colocar diante de nós os indivíduos ou situações que nos ajudarão a exercitar o respeito e a aceitação às diferenças de cada um. Quanto mais resistimos à natureza, mais a natureza se torna instrutora de nós mesmos. Portanto, quanto mais cedo compreendemos a vida, mais cedo a liberdade se fará presente, com suas flores de paz e harmonia.
Quando não escolhemos, a vida escolhe por nós respeitando nosso livre-arbítrio, mas provocando pela lei de evolução a retirada da inércia em nosso caminhar. Analisar atitudes e pensamentos é antes de tudo reconhecer em nós as deficiências e valores que nos levarão a vivenciar o que chamamos de lei de atração e afinidade. “Somos herdeiros de nós mesmos”, construtores do próprio destino e responsáveis por nossa própria redenção. Atraímos, pelo sincronismo dos acontecimentos, momentos que muitas vezes chamamos de fatalidade, como se a vida agisse em nós sem um finalismo sábio, amoroso e perfeito.
Livra-nos dos males;
Pois que, sãos os males ainda presentes em nosso ser que, por muitas vezes, nos aprisionam e nos fazem sofrer. Livra-nos, Oh! “Deus interno” em nós, da ignorância que provoca o orgulho, a vaidade e que muitas vezes nos faz querer viver longe do todo universal, tornando presente em nós o tão doloroso egoísmo. Conhecendo assim a luz que somos, mas ainda obscuros pela ignorância natural e com as oportunidades de caminhada, tendo infinitas maneiras de burilar em nós as manchas que impedem o brilho verdadeiro, pois que, somos como diamantes brutos, onde as dores e sofrimentos muitas vezes nos apresentam como ferramentas de lapidação para que se faça presente a jóia real que se encontra por sob as cascas provocadas pelo tempo necessário à plenitude.
Males são todas as ilusões, crenças, medos, ciúmes, inveja, insegurança, imediatismo, desesperança, pessimismo, maledicência, enfim, sentimentos e idéias cultivadas equivocadamente pelo desconhecimento que temos do que somos e do que podemos conquistar.
Livrar dos males é adquirir a consciência da força interior, assumindo uma posição renovadora e firme diante dos desafios a serem vencidos, retirando de cada situação de dor e sofrimento o aprendizado necessário para a nossa felicidade eterna.
Durante muitos anos acreditamos que os males seriam sempre aquilo que no outro nos incomoda, ou as atitudes do outro para conosco, assim como as situações desconfortáveis que muitas vezes enfrentamos em incontáveis momentos da jornada. Porém, uma nova conscientização se faz necessária, a de que “somos herdeiros de nós mesmos”, entendendo assim que construímos o nosso castelo ou a nossa masmorra, conforme as atitudes do agora.
Somos verdadeiramente responsáveis pelo que estamos vivenciando hoje, pois que construímos isso de alguma maneira, através do determinismo das leis naturais “causa e efeito” ou do finalismo, necessários a cada um de nós. A vida obedece a um sábio e perfeito sincronismo, onde podemos ter a certeza de que estamos exatamente no momento e local com as pessoas, sentimentos e situações que deveríamos estar obedecendo à perfeição do funcionamento da vida.
Que assim seja.
Aceitar, compreender, modificar o que pode ser modificado, são atitudes libertadoras para o homem que quer se livrar das angústias que o atormentam, conscientizando-se que o seu destino se vincula ao uso do livre-arbítrio em conjunto com a observância das leis naturais, leis essas que independente do grau de evolução do ser humano, estão gravadas em sua consciência fazendo-se necessário que aos poucos, pela vivência das sucessivas vidas, essas leis se tornem ativas através da experimentação de si mesmo, construindo assim melhores atitudes para consigo e para com o seu próximo.
Construir em si cada vez mais a certeza de que o universo é regido por um perfeito equilíbrio chamado amor e que os homens se regeneram através da conscientização do seu papel no grande cenário da vida, reconhecendo que para a construção da paz e do equilíbrio basta que cada um reconheça que é através da modificação íntima de si mesmo é que se modifica a grande paisagem humana.
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O Maior Mandamento
Fidel Nogueira
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito e ao próximo com a ti mesmo”.
Dentre todos os ensinamentos do Mestre, o mesmo destacou esse como resumo de toda a lei e todos os profetas. É um verdadeiro roteiro de vida para todos nós.
O Cristo também nos lembra em outro precioso ensinamento, “sois deuses”, ou seja, carregamos em nós a centelha divina, a força criadora, o Eu superior que é nossa verdadeira luz e na qual se encontra toda a plenitude de sabedoria e amor do criador em nós.
Reconhecer que somos mais do que acreditamos ser, é, nos libertar dos sentidos tão voltados para os limitados conceitos materialistas ainda muito cultivados.
Tomar consciência do verdadeiro é, antes de tudo, modificar-se para obter uma visão holística de todo o dinamismo da vida.
Vivemos em um mundo onde, os conceitos de felicidade têm se voltado à satisfação da personalidade humana através de conquistas e sensações direcionadas ao prazer do corpo físico, assim como, da vaidade que causa a necessidade do sentimento de superioridade aparente nos grupos sociais. Temos direcionado o que entendemos de amor a atitudes de posse, controle, medo, ciúme, manipulação alheia, na crença de que assim estaremos plantando a nossa felicidade e a dos nossos entes queridos.
Seguimos, muitas vezes, conceitos, crenças, modelos, tomando como base o comportamento materialista da sociedade em vários campos do comportamento coletivo.
Todo esse cenário nos mostra muitos seres humanos em seus conflitos íntimos, familiares, quando percebemos a insatisfação contínua, a busca desenfreada de alegrias, os sentimentos doentes que se manifestam através de comportamentos depressivos, atitudes impulsivas e compulsivas, desencontros entre casais, pais, filhos e principalmente diante das atitudes causadas pelo fraco caráter social e político.
A maturidade espiritual diante dos ensinamentos do Mestre nos leva a entender, então, que o conceito de amor deve ser modificado tornando-se uma busca incessante de Deus que cada um carrega dentro de si.
Conhecendo e aprendendo a amar Deus em nós, para que assim possamos entrar em contato com o manancial de luz e sabedoria divina.
Podemos exercitar esse amor através da educação de nosso ser, de nossa personalidade, pois educar é extrair as sementes de dentro, ou seja, extrair de dentro da nossa centelha divina toda a luz e sabedoria, latentes, em seu baú maravilhoso.
Educando-nos através do conhecimento, podemos modificar nossas atitudes, transformando o imediatismo em perseverança, o pessimismo em novas perspectivas de crescimento, e acima de tudo, compreendendo e aceitando que somos todos iguais em potencialidades, com conhecimentos diferentes, caracterizando cada um no seu grau evolutivo. Assim, com um novo posicionamento diante da vida, saímos da multidão de aflitos, passando a caminhar com o discernimento de quem conhece, a calma de quem confia, a bondade de quem ama, a liberdade de quem sabe que é dono de si mesmo e autor de tudo o que lhe acontece.
Sendo o modelo de amor ao próximo, o amor a nós mesmos, devemos compreender que, amar ao nosso irmão é, antes de tudo, nos fazer melhores seres humanos, para que possamos emitir pensamentos, ações, palavras, sentimentos e atitudes que realmente retratem Deus que está dentro de nós. Amar o nosso próprio ser, construindo atitudes e pensamentos saudáveis que irão provocar a verdadeira cura em nós.
Libertar-nos de males tão comuns como a maledicência, o ciúme, a inveja, a corrupção, o egoísmo, pois passamos a compreender que toda ação gera uma reação em nós mesmos.
Pensando e agindo como seres de luz, modificamos nossa posição, entendendo, pois que, a compreensão de caridade também se torna mais verdadeira e ativa.
Entendemos então, que, o amor é o conhecimento que transforma os sentimentos e a caridade é a ação contínua e natural provocada por esse sentimento vivo em nós.
Passamos a ser, naturalmente, caridosos. Nossas ações se transformam, nossos pensamentos são mais saudáveis, nossas idéias são mais ricas, nossas palavras são mais limpas e nosso ser se torna mais harmônico, nosso caminhar é de calma, confiança e certeza, fazendo-nos ver o outro como irmão, que como nós, está no mesmo caminho e se esse irmão está na dor ou no erro, é por que ainda não descobriu esse maravilhoso tesouro em si mesmo.
A caridade então se manifesta através do perdão que liberta o ser da culpa, das prisões íntimas, provocadas pelos erros passados. A caridade provoca também o sentimento de perdão ao próximo, pois compreendemos a fragilidade que nos é comum e nos leva a atitudes equivocadas, fazendo com que as energias deletérias da mágoa se transformem em fluidos curadores refletindo em nós a saúde integral, da mente e do espírito.
Nossas atitudes passam a ser não mais a da crítica ou do julgamento, mas de auxílio, ajudando os outros a encontrar também esse baú perdido. Atuamos então, levando quando necessário, primeiro o alimento material, pois que, a fome enfraquece o corpo físico, para então, restauradas as energias, possamos indicar a verdadeira fonte de vida, como já o fez o mestre para nos ensinar pelo exemplo.
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Expositor Espírita
Cláudio J S de Albuquerque
As qualidades que, de preferência, atraem os bens espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.
Ponto 227 do Capítulo XX do Livro dos Médiuns.
Decálogo do expositor espírita:
1. O expositor espírita não pode transferir para os mentores espirituais o esforço e o preparo que lhe cabem.
2. O expositor espírita deve, de preferência diariamente, dedicar parte do seu tempo para:
- Ler bons livros;
- Meditar;
- Fazer elaborações mentais;
- Tirar conclusões;
- Coletar frases e textos que sirvam como futuras fontes de referências, ou de inspirações, às suas palestras.
3. O expositor espírita deve preocupar-se em ter exemplar conduta e esmerar-se por colocar em prática o que prega.
4. O expositor espírita deve:
- Conscientizar-se que mesmo sendo imperfeito e vacilante em relação à sua evolução moral e espiritual, a Doutrina necessita de sua pregação;
- Entender que o pouco que está fazendo em prol da Doutrina e de sua evolução é muito, considerando-se que foi dado o primeiro passo, pois como disse Emmanuel:
"Quando uma centésima parte do Cristianismo de nossos lábios conseguir expressar-se em nossos atos de cada dia, a Terra será plenamente libertada do mal".
5. O expositor espírita deve:
- Evitar emitir opiniões pessoais contraditórias, sem sustentação doutrinária;
- Sempre lembrar-se que a Doutrina tem sua base filosófica, científica e religiosa codificada livros de Allan Kardec, os quais devem servir como sustentação maior nas suas palestras;
- Preocupar-se menos com a letra dos conceitos evangélicos e mais com os conceitos evangélicos da letra.
6. O expositor espírita deve ter a certeza de que, no momento de sua fala, a ajuda espiritual não lhe faltará e sim estará intensamente presente e atuante, se ele fizer a sua parte:
- Desenvolvendo sua expressividade e técnicas retóricas;
- Estudando e preparando previamente o tema;
- Compreendendo a importância do momento, dedicando-se mentalmente a vibrações de amor, paz, humildade e caridade.
7. Mesmo em conversas pessoais e informais, o expositor espírita deve educar-se, pois, como disse André Luiz:
"No estado atual da educação humana, é muito difícil alimentar, por mais de cinco minutos, conversação digna e cristalina, numa assembléia superior a três criaturas encarnadas".
8. O expositor deve, quando for ditar normas de conduta, incluir-se como pessoa também necessitada. Em vez de dizer "Vocês precisam preocupar-se com a evolução moral", deve dizer: "Nós precisamos nos preocupar com a evolução moral".
9. O expositor espírita deve:
- Ser um homem do seu tempo;
- Falar com constância, em suas palestras, de Deus, de Jesus e da Doutrina;
- Viver intensamente o sublime momento da palestra, agradecendo ao Mestre e aos mentores espirituais pela felicidade de ser humilde instrumento das palavras de Deus.
10. O expositor espírita deve ser simples e humilde, pois, como disse Padre Vieira:
"Nada há tão grande como a humildade."
E, com humildade e simplicidade, deve sentir-se motivado para proferir continuas palestras, tendo a certeza da ajuda do Mestre e a convicção de que "a rosa perfuma primeiro o vaso que a transporta."
Alkindar de Oliveira
Para se ter uma boa assistência espiritual precisamos:
1. Começar nossa reforma íntima;
2. Ter constante motivação pelo que faz;
3. Evitar mais de uma palestra por semana, para não ficar cansado;
4. Procurar viver com auto estima;
5. Recolhimento no dia da fala;
6. Jamais orgulhar-se do que faz.
Cláudio J S de Albuquerque
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Morrer não é o fim.
Fidel Nogueira
Casa da Caridade
O ser humano é neste planeta o único ser vivo que tem a devida certeza que um dia vai morrer. Apesar de existir essa certeza o mesmo ser humano procura fugir deste momento de uma maneira que não se cogita muitas vezes nem se falar desse assunto.
A morte para nós seres humanos se tornou com, o passar dos tempos, uma de nossas maiores dores quando temos que enfrentá-la principalmente quando se trata de entes queridos e pessoas muito ligadas a nós pela convivência diária.
O nosso medo nos persegue com muita força e mesmo ainda depois de tanto progresso da ciência humana em busca do retardamento dessa hora maldita para a maioria de nós. Esse comportamento tem trazido para toda a humanidade uma forma de agir que provoca muito sofrimento, dor e uma maneira equivocada de conduzir a vida.
Quando vivemos na certeza que a vida é uma única oportunidade que temos nesse mundo nos tornamos parte de um pensamento com afinidades em ações, crenças e buscas, a conduzir uma multidão ao resultado por muitos de nós já conhecido. O resultado das decepções pela expectativa não satisfeita, da angústia pela não conquista dos sonhos terrenos, do desânimo de pensar que a vida tem perdido o sentido, da vontade de desistir por acreditarmos que o mundo é justo com uns e injusto para com outros. E dessa maneira de pensar vamos deixando para trás as marcas da nossa falta de conhecimento para com a vida quase sempre fixando compromissos no resgate pela dor e pela necessidade de evolução.
O espírito do mundo, essa grande multidão de pensamentos, criado pela maneira em comum de encarar a caminhada pela vida tem obrigado o homem agir de maneira egoísta, de maneira que o seu companheiro de jornada no mundo, seu semelhante, não passa de um adversário a ser vencido todos os dias em todos os ambientes de convivência mútua.
Muitos são os conflitos que são gerados por essa energia destruidora criando em nós necessidades que não são nossas, sonhos que se tornam pesadelos, conquistas que não preenchem o vazio do nosso ser carente do alimento verdadeiro, solidão cruel que nos faz viver muitas vezes trancados em berços de ouro, aprisionados em bens cultuados pelo materialismo humano. E nesse ciclo vicioso vamos arraigando dores, mágoas, inimigos, desavenças no lar, no trabalho, vivenciando situações que nossos questionamentos materialistas não encontram respostas.
Na oportunidade que temos de atuar como pais e educadores que somos esse mesmo pensamento do mundo presente em nossas mentes e ações, fazem de nós professores que colaboram com a miséria mental vivida pela humanidade. Em nossos lares entregamos a educação dos nossos filhos a esse poder pensante deixando que os mesmos sejam conduzidos pela mídia do consumo, pela vaidade da necessidade de beleza física, pelo ter que tem sido mais importante do que o verdadeiro valor do ser humano.
Quantas vezes ensinamos nossos filhos para que os mesmos sejam melhores que os outros em frases equivocadas como: "É preciso ser o melhor porque, o mundo está muito competitivo meu filho". "Se lhe agredirem na escola e chegar em casa chorando você vai apanhar". "Filho meu tem que ser macho, e sempre mostrar que é homem". "É preciso colocar os filhos na melhor escola para competir melhor com o mercado".
Estamos assim nos preocupando quase sempre em manter essa cultura do pensar alimentando ainda mais o espírito mundano. Esquecemos que melhor que formar o homem é procurar formar o homem de bem.
A maneira que pensamos atualmente cria para o mundo seres humanos egoístas, pessoas que vivem com a idéia que estão numa posição de serem servidos sempre pelo outro, comportamentos que levam alguns a se verem mais importantes, a pensar que a vida faz a diferença pelo que de bens materiais se possui.
Assim vai a vida nos levando pelos caminhos tortuosos, pelos labirintos que traçamos cobrando do outro a nossa felicidade, acreditando em verdades de alguns, seguindo filosofias sem embasamento, religiões que prometem nos dar de maneira milagrosa a solução para nossas dores e angústias como se a paz pudesse ser comprada em templos de adoração.
A adoração a Deus nos templos faz parte de uma época passada que hoje já não serve mais para aqueles que já se saturaram do comportamento comum dessa multidão de aflitos. Adorar a Deus é receber em nós o Espírito de Verdade vivenciando a sua lei colocando em prática os ensinamentos de Jesus no nosso dia a dia.
É preciso sair dessa multidão desgovernada e procurar a verdade da vida para que nossa direção tome o rumo verdadeiro e assim possamos conquistar em nós a felicidade e o bem estar que tanto procuramos. A verdade tão simples que já nos foi ensinada a tanto tempo por aquele que muito deseja o nosso encontro com o verdadeiro tesouro. Tesouro esse que não se precisa buscar muito longe, pois esse mestre de amor e misericórdia já nos disse que o mesmo se encontra dentro de nós.
Quando partimos em busca desse tesouro descobrimos de forma maravilhosa que tudo o que buscamos se encontra em nosso poder e para usufruir desse manancial de bens basta que busquemos conhecer a lei da vida. A lei que nos ensina o funcionamento verdadeiro desse mundo nos colocando em contato com nossa origem e fazendo-nos entender também o nosso destino.
A compreensão da lei divina nos faz encontrar a verdade e assim descobrimos que todos somos seres imortais e que a morte só existe para o corpo material que conhecemos até agora, fazendo-nos reavaliar todo o nosso comportamento diante do mundo e daqueles que caminham conosco.
Descobrimos que morrer não é o fim que a nossa posição em relação à vida precisa mudar e por conseqüência essa compreensão fortalece a nossa fé de forma que começamos a vencer em nós o pavor que carregamos em relação à morte. Começamos a caminhar com mais certeza no futuro, pois o futuro para nós não é mais um total desconhecido que nos faz correr pela vida sem direção definida.
Essa luz maravilhosa que nos consola nos foi revelada conforme prometeu-nos Jesus quando nos disse:
"Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo que vos tenho dito". (João XIV - 15-17 a 20).
Podemos deduzir que não seria um homem ou uma individualidade de que nos falava o mestre, mas sim uma doutrina, pois uma idéia, um ensinamento, é para sempre. O Espírito Santo simboliza uma falange de bons espíritos, responsáveis por esses novos ensinamentos.
A Doutrina Espírita consegue cumprir com todos estes aspectos que Jesus disse do Consolador Prometido. Ela tem como tarefa mais importante, propagar os ensinos de Jesus de sua forma mais simples e primitiva. A revelação da vida nos trás outro ensinamento do mestre nos garantindo o alívio das dores e angústias que carregamos até então:
"Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mateus XI - 28 a 30).
Encontrando a verdade, passamos a entender que viver é construir em nós um mundo de amor onde o outro é nosso irmão e que para sermos felizes é preciso que todos o sejamos por igual. Para isso comecemos a agir com a luz em nós e a construir um amanhã melhor a partir de nossas atitudes de agora. Procuremos o exercício do perdão, a conquista da paciência, o caminhar respaldado na fé raciocinada para que assim nossos passos sejam conseqüências de orientações seguras, nossas atitudes sejam portadoras de boa vontade e nunca pensar que a responsabilidade sobre nossos atos depende do outro e sim muito mais de nós. Busquemos sempre o conhecimento verdadeiro da vida pois o conhecimento é libertação como já nos disse Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
O conhecimento das leis fortalece a nossa FÉ, pois quando entendemos como funciona a vida nos tornamos tão seguros que nem a morte nos abala. Porque temos a certeza que apenas saímos do corpo físico sem sair da vida.
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A oportunidade do recomeço.
Fidel Nogueira
Em todos os dias, com o nascer do sol, recomeçamos. A vida sempre continua, mas recomeçamos. Nosso recomeço é uma constante em nossa caminhada.Quase sempre não notamos que a oportunidade nos foi dada novamente, mas ela está lá, nos aguardando para a caminhada pela vida rumo ao nosso destino.
Mesmo o brilho maravilhoso do sol que anuncia sem barulho mais esse dia, nossa percepção nem sempre nos faz sentir a importância daquilo que temos diante de nós. Em nossas mãos, em nossas palavras, nossas atitudes, nos companheiros de jornada compostos por nossos familiares, colegas de trabalho, etc. Mas, a vida continua e nós fazemos parte dela.
Muitas vezes esse dia começa com a angústia da desesperança para aqueles que têm o corpo físico atingido por enfermidades, na dor causada pela mágoa daqueles que outrora se ofenderam, na tristeza por não ter o trabalho necessário ao sustento dos familiares, no desânimo pela demora na realização dos sonhos, na desilusão pelo coração que ainda espera a alma gêmea, no abandono pela falta daquele que seria o lar. Enfim, recomeçamos.Passamos então quase sempre a atitudes que o mundo nos ensina todos os dias: Lamentações, revolta, mau humor, palavras de ofensa, impaciência, para com aqueles que cruzam conosco e assim, caminhamos.
Mas o dia, também recomeça, em outras oportunidades, com a saúde abençoada do corpo físico, a tolerância dos outros para com nossos erros, a oportunidade do trabalho remunerado, a conquista da moradia simples ou sofisticada, a presença do companheiro de jornada, os pais que tanto nos apóiam e a família que nos acolhe com segurança.
E assim no conforto do mundo material o espírito do mundo nos ensina que precisamos de mais, que tudo que temos, ainda é pouco para nós. Esquecemos do nosso destino, não questionamos nem nossas origens e o dia passa a ser mais um, daqueles que a pressa é força que movimenta, a busca é o resultado e não o objetivo. Criamos necessidades, adquirimos vícios, nos tornamos escravos de paixões e a felicidade fica cada vez mais distante.
m qualquer que seja a nossa posição, rico ou pobre, saudável ou doente, sozinhos ou acompanhados, a vida continua para todos nós. O recomeço é o que chamamos de agora, é o que a vida nos dá de presente, nos chamando a refletir. É preciso verdadeiramente recomeçar, não um ciclo que se repete sem direção definida e sim com a atenção para a linguagem da vida que nos fala em todo momento.
Busquemos nossa direção, para que assim possamos entender o destino que nos aguarda. É necessário parar. Parar de correr com a vida, contra a vida, parar de fugir de nós mesmos e descobrir para onde caminhamos.
Não basta lamentar, reclamar, revoltar, é preciso primeiro entender para depois notar que existe um mapa, um guia, para a nossa felicidade. Não uma felicidade de aparências, de conquistas materiais, mas uma felicidade duradoura, permanente, que nunca sairá de dentro de nós. O mapa é o amor, o guia é todo aquele que cruza nosso caminho. Para começarmos a caminhada por esse mapa é preciso buscar a luz. A luz está na lei divina, na origem, na causa, no efeito, no conhecer do nosso íntimo.
Cobramos, culpamos, julgamos e não entendemos. Não entendemos a dor, não entendemos a angústia e também não procuramos as causas onde elas realmente se encontram.
Aqueles que são nossos companheiros carregam para nós a culpa de não sermos felizes, a responsabilidade de nos dar o bem estar, a expectativa criada em nós pelos ensinamentos mundanos. Esquecemos também que somos todos iguais, que caminhamos para o mesmo lugar e a ignorância da direção está entre a grande maioria de nós.
A dois mil anos, um homem, uma luz presente no meio de nós, um mestre de amor e de paz, nos ensinou tudo que precisamos para a felicidade real, verdadeira e eterna. Disse-nos em sábias palavras que "a felicidade não é deste mundo" e que se nós procurássemos "conhecer a verdade, a verdade iria nos libertar" e que "o reino de Deus está dentro de nós". Esse ser maravilhoso chamado Jesus realizou grandes transformações e milagres garantindo-nos também que se "usássemos pelo menos o equivalente a um grão de mostarda da fé que carregamos em nós poderíamos remover montanhas".
Jesus, ao nos dizer isso naquele tempo, com certeza não estaria mentindo para nós, nos iludindo, dizendo coisas que jamais nos seria possível realizar. Na mesma ocasião o mestre de luz nos falou que "se quiséssemos poderíamos fazer a mesmas coisas que ele fazia ou ainda mais, pois somos deuses".
E para tudo isso bastaria que seguíssemos alguns preceitos simples que nos levariam a essas realizações: "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". E para elucidar ainda mais para nós o mapa da nossa felicidade ainda nos orienta que "façamos aos outros tudo aquilo que faríamos a nós mesmos".
Quer dizer então que se a felicidade não é deste mundo significa que não é aqui que seremos felizes definitivamente. Mas, se seguirmos os seus ensinamentos estaríamos conquistando o bem estar e a tranqüilidade interior que tanto nos falta neste mundo. Se colocarmos o amor em tudo que fazemos, para com todos que convivemos estaremos trilhando o caminho que nos leva ao nosso destino tão ignorado pela maioria de nós.
Para que essa caminhada seja segura é preciso conhecer em nós, todos os obstáculos para que assim descubramos os nossos principais desafios. É salutar realizarmos uma viagem para dentro de nosso ser para conhecer as nossas fraquezas e nossas forças. Não usar as armas nos dadas pelo mundo material e sim usar os recursos colocados em nós pelo criador. Quando descobrirmos o quanto somos poderosos, iremos entender que a fé vem através do conhecimento, da compreensão do funcionamento da vida nos tornando tão fortes e sábios que nenhuma dificuldade nos deterá. Descobrimos que somos imortais, somos eternos e essa é mais uma oportunidade que temos de recomeçar, mudando em nós o posicionamento diante das coisas desse mundo.
A vida nos chama todos os dias, todas as horas, para que nasça em nós o sol maravilhoso da verdade e assim possamos realmente carregar a luz do amor, viva, forte, clara a iluminar nosso caminho e a guiar os nossos irmãos. Vamos vencer nossos inimigos, inimigos esses que não são aqueles nossos irmãos de jornada e sim o orgulho, o egoísmo, a vaidade.
O orgulho, esse sentimento que nos faz pensar que somos melhores que os outros apenas por termos mais riquezas materiais, uma aparência física melhor, uma melhor moradia, um diploma, etc.
O egoísmo, sentimento que faz em nós a idéia que vivemos para ser servidos, que a responsabilidade sobre nossos problemas é sempre do outro e não nossa, que nos leva a correr contra a vida acumulando bens em excesso, adulterando para tirar vantagens, usando da inteligência para trapacear o outro, sem conseguir trapacear a vida.
A vaidade, essa sensação que nos ilude fazendo-nos agir como se fôssemos mais importantes, mais inteligentes, que nos faz ter a necessidade de tratamento diferenciado, quando na verdade especial em nós é a capacidade de promover o outro e não nosso ego.
A humildade é necessária para se habitar “O reino de Deus”. Mas, humildade não é ausência de dinheiro, não é carência de moradia, não é esconder a riqueza para não chamar a atenção. Humildade é conhecer a lei e obedecer a essa lei maior. É reconhecer que acima de nós existe o criador que, é bondade infinita, é justo e nos deixa livre para a escolha. Humildade é confiar em Deus aceitando que para tudo existe a verdade e toda verdade vem dele.
Exercitar o amor, buscar as coisas do alto e não nos tornar escravos das paixões que o mundo nos impõe.
Vamos permitir que o espírito de verdade entre em nós e promova uma profunda reforma em todo o nosso íntimo.
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O Reino de Deus
Fidel Nogueira
Atualmente, as escolhas estão cada vez mais diversas nas suas opções, as quais, apresentam-se quando da necessidade de tomar decisões e seguir nossos sonhos, vontades e desejos. Estamos numa era onde a diversidade de informações tecnológicas e filosóficas é uma realidade sem discussões.
A humanidade tem buscado, de todas as maneiras, encontrar seu “tesouro perdido” chamado felicidade. O homem com o instinto de investigação, pesquisa incessantemente, buscando caminhos e respostas que o levem ao encontro do equilíbrio, da prosperidade, da eterna jovialidade, da saúde, do bem estar, enfim, das soluções definitivas para tantos questionamentos que a sociedade, em geral, almeja como respostas e decisões.
Há de se reconhecer o progresso humano em vários setores da vida, onde a vitória sobre a ignorância tem chegado com eficiência e lucidez. Porém, em alguns campos do descobrimento, o homem, em sua inteligência investigativa continua ignorando valores e caminhos que poderiam libertá-lo, enquanto indivíduo e sociedade, de muitos males e conflitos ainda presentes em sua jornada.
A tecnologia aproxima os seres e facilita processos, assim como, permite que informações cheguem aos seus interessados quase que em tempo real, fazendo com que, muitas vezes, a ciência encontre curas, que o conforto material se expanda a cada dia, trazendo a todos os recursos fartos dessas conquistas, conforme o potencial financeiro e ambiente de cada um.
O intelecto humano, atualmente, se enriquece com a rapidez, diversidade e eficiência da comunicação em massa. O conhecimento viaja na velocidade do mundo digital.
Diante deste cenário, porém, uma outra realidade nos chama a atenção. Em muitos setores da vida o homem continua a viver conflitos, necessidades e carências, provocando quase sempre, apesar de tantas informações, os desafios íntimos em relação à compreensão de si mesmo.
Se por um lado o progresso é inegável, podemos observar, em um outro ângulo, o mesmo homem, culto, atualizado, enfrentando os desafios da violência, da fome, da marginalidade descontrolada, do caráter desajustado, dos desatinos sociais, das crises de corrupção, guerras, enfim, situações em que vemos os conflitos dominando o cenário.
Nas famílias, pais que abandonam filhos, filhos que desafiam pais, relacionamentos de desencontros constantes, sentimentos que adoecem e provocam males como a depressão, solidão, abandono dos velhos em asilos, enfermidades que parecem novas, desafios que não cessam, apesar dos recursos tecnológicos.
No barulho dos acontecimentos atuais uma grande multidão corre, percorre, socorre, explora, usa, abusa, consome, numa corrida desenfreada sem a noção verdadeira de destino e direção, seguindo o grande modelo adotado pela minoria dominadora.
E o caminho, onde estará o caminho que nos leva ao destino? O destino, qual será mesmo o nosso destino? A verdade, onde está a verdade de todas as coisas. Pois que, a vida passa e é preciso viver. Mas, para qual vida estamos vivendo?
São perguntas, cujas respostas, parecem ser uma incógnita mesmo diante de todo comprovado avanço tecnológico.
Porém, no silêncio discreto e calmo, uma outra multidão caminha em paralelo sem se separar do todo, procurando entender, compreender e aceitar todo o contexto da atualidade, obtendo respostas onde muitos não procuram ou até mesmo nem acreditam, pois, como já nos foi ensinado, a verdade só se revela aos simples, aos que estão prontos e principalmente àqueles que já entenderam a sabedoria maior que comanda o universo.
Tudo obedece a uma lei perfeita, imutável, onde tudo está no todo e o todo está em todas as coisas e principalmente em todos nós, mesmo que não queiramos aceitar e entender.
E a felicidade? Onde estará mesmo a tão desejada felicidade? E a propósito, o que é mesmo felicidade? Com certeza, mais perguntas, que, muitos já encontraram as respostas e entenderam que a mesma está em um caminhar cuja direção é muito diferente daquela que a ignorância do materialismo tem indicado.
Para manter o controle sobre o pensamento dos que são comandados de forma inconsciente, porém passiva, o grande movimento materialista dominante usa exatamente dos progressos tecnológicos, através da criação dos prazeres instantâneos, das soluções e receitas rápidas, para a incontrolável ansiedade de resultados para os anseios dos que acreditam nessa cultura da vida única e passageira. A angústia que se faz presente nos sentimentos dos seres dessa grande maioria se reflete em seus comportamentos e atitudes.
As necessidades de alegria, de bem estar, de beleza, obtidas de forma imediata, tem levado muitos homens e mulheres a buscar no consumismo, no álcool, nas drogas, no sexo em exagero e sem sentimentos, eventos que se assemelham a verdadeiros banquetes de prazeres passageiros que, invariavelmente, desencadeiam os estados de ilusão pelo que se vive e se busca, tornando muitos escravos de si mesmo.
Lutas por poderes, posições sociais, cargos de destaque, e que para obtê-los, o outro passa a ser concorrente ou adversário, ou, muitas vezes, inimigo a ser destruído de forma sutil, silenciosa na justificativa de que se vença o melhor. Documentos são adulterados, fatos são programados, conceitos são definidos como verdades, processos são simulados, na intenção de se tirar vantagens, lucros, justificando equívocos e manter as aparências, porém, sem se assumir a sincera e verdadeira intenção oculta dos atos praticados.
O homem, na sua cultura religiosa e social, possui o hábito da culpa, da costumeira mania de sempre culpar os outros ou as coisas pelos seus desatinos e enganos na sociedade em geral.
Desenvolve-se então, a cultura da crítica alheia, onde se acusa a política e os políticos, adota-se a maledicência como ferramenta de auto-alivio, se acusa até a própria natureza, tão explorada sem o senso do respeito, pelos seus processos naturais, como se o homem não fosse o ser no mundo dotado de inteligência e discernimento perante as leis divinas.
Quando não encontra um responsável, o homem, faz-se de vítima do destino, do acaso, como se o destino possuísse um construtor longe do seu íntimo, sem assumir a verdadeira responsabilidade nas ações que desencadeiam processos.
“O Reino de Deus é semelhante a um tesouro que, oculto num campo, foi achado e escondido por um homem que, movido de gozo, vendeu tudo o que possuía e comprou aquele campo”.
“O Reino de Deus está dentro de vós”.
Jesus, em sua sabedoria de mestre e conhecedor da vida, o Cristo, em sua manifestação de amor, nos trouxe ensinamentos que outrora não tínhamos a maturidade necessária para compreendê-los, ensinamentos que libertam quando entendidos no seu verdadeiro sentido. Temos todos os elementos capazes de nos esclarecer, compreendendo o verdadeiro significado, das palavras do mestre, mas que só estão à disposição daqueles que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, conforme já nos lembrou o Rabino.
Analisando a mensagem com a maturidade espiritual que nos cabe, podemos perceber que o Mestre de amor já nos lembrava que o tesouro tão sonhado chamado felicidade não é algo exterior e sim uma conquista íntima de cada um na compreensão de si mesmo.
O tesouro, a centelha divina, que todos somos, a força criadora, Deus em nós, o Eu Superior, que é luz, harmonia, amor.
“Sois Deuses, sois filhos do altíssimo”.
O Espírito imortal, que evolui, errando e aprendendo, através das experiências adquiridas em sua imensa jornada evolutiva. O Espírito, o campo que guarda o tesouro, a centelha divina, potencialidade latente, conforme nos lembra a mensagem. Espírito que vai agregando valores e conceitos através do contato e experimentação junto à matéria usando a mesma como seu corpo físico para se manifestar e aprender.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Tomar consciência dessa realidade é antes de tudo assumir uma posição de conhecer a si mesmo, para que possamos descobrir o verdadeiro caminho que nos leva ao tesouro que o mestre nos falou. O conhecimento que liberta, o trabalho que dignifica, usando de si próprio sem intermediários, os recursos que provocam um bem estar mais duradouro e constante. Para isso é importante aprender a amar seguindo o modelo de amor que Jesus nos ensinou.
“AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A TUA ALMA E DE TODO O TEU ESPÍRITO E AO PRÓXIMO COMO TI MESMO”.
Pensando e agindo como seres de luz, modificamos nossa posição, entendendo que “fora da caridade não há salvação”, pois que, a compreensão de caridade também se torna mais verdadeira. O caminho para o reino sempre passa pelo necessidade de auxiliar aqueles que se encontram fora dele.
“Eu sou o caminho da verdade e da vida, ninguém vai ao pai senão por mim”.
Diante de tudo, passamos a entender a boa nova que o mestre anunciara, trazida para nós naquele tempo e que agora podemos entender sua atitude de amor para conosco nos deixando agir com liberdade respeitando a fragilidade da nossa compreensão. Sabendo da nossa imaturidade, pronunciou Jesus, mais uma vez, apesar do momento doloroso e cruel, as palavras que ensinariam, acompanhadas, como sempre, das atitudes que exemplificavam.
“Pai, perdoa-os eles não sabem o que fazem”.
Palavras que nos convidam a aceitar o passado como exemplo e não como prisão da culpa e da mágoa. Possamos assim fazer do passado um excelente aprendizado para atitudes atuais, nos libertando das lembranças tristes, pela transformação na oportunidade do presente. Construir o amanhã é deixar para trás o passado e viver o hoje, intensamente o agora, com a consciência renovada, na certeza de que o amanhã virá como resultado do que fizermos hoje.
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Deus em nós
Fidel Nogueira
Deus, infinito amor, sabedoria suprema, perfeição absoluta, se manifesta em todas as coisas: na beleza da flor, nos diamantes, nas águas, na lua, no sol, no doce perfume da vida. Há infinitas belezas para comprovarmos a manifestação divina, porém, nada mais nos mostra o Criador de forma tão semelhante que a sua mais bela criatura, O Espírito. O Espírito imortal, a centelha, que se manifesta em vários graus de evolução e habita todo o universo.
O Espírito é o único ser capaz de se aproximar da perfeição divina e se “tornar um com o criador”, Jesus nos mostrou essa realidade ao nos apresentar de maneira irrepreensível a melhor e maior forma de vermos Deus, nos mostrou o amor. O amor incondicional a tudo e a todos, sem distinção de raças, credos ou qualquer outra condição.
Francisco de Assis ao ser indagado sobre Deus expressou a seguinte afirmação: “Se me perguntam quem é Deus eu não sei, mas se não me perguntam eu sei”.
Os espíritos de luz têm procurado nos mostrar o verdadeiro caminho para a divindade e os exemplos são muitos desde muito tempo, conhecidos ou no anonimato, os missionários da luz têm se apresentado no planeta terra para nos trazer a realidade de viver a presença de Deus. Vivenciando o amor através da ação que exemplifica demonstrando para a grande multidão que a vida na terra não é uma aventura e sim uma grande oportunidade dentro de uma grande escola onde se aprende vivenciando o amor ou expiando compromissos pela dor. O homem, desconhecendo a si mesmo, vem colhendo as conseqüências da própria semeadura, regada pela ignorância, trilhando quase sempre o longo e árduo caminho da dor.
Deus, força suprema, que não se encontra palavras para descrever ou denominar por completo, mas que se pode senti-lo, percebê-lo, exemplificá-lo em manifestações reais do amor em movimento.
“Sois deuses”, afirmou-nos outrora o doce rabi. Jesus, o Cristo, Espírito mais perfeito que a humanidade pode conhecer, manifestação viva do Criador nos trouxe a presença de Deus através da própria manifestação afirmando ainda: “Eu e o pai somos um”; Aquele que vê a mim vê o pai. “Não faço a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.
A perfeição é o paraíso, é o reino dos céus e o reino dos céus está dentro de nós. Buscar conhecer-se, vivenciar experiências, trabalhar talentos, burilar o íntimo para se extrair da centelha, do espírito imortal, os atributos da divindade.
A mãe natureza, o amor em ação, concede-nos a chave para a porta da vida, a porta estreita, a porta da verdade, a entrada de nós mesmos, fechada muitas vezes pela ilusão, lacrada pela vaidade, escondida pelo orgulho, ignorada pela grande multidão que habita o globo.
A flor, exemplo da natureza, que de forma espontânea, pois não se perde seu perfume, exala o doce aroma da vida, nos convida a trabalhar a caridade, a verdadeira caridade. Ainda hoje, para muitos de nós, a caridade acontece em dias e horas marcadas, de acordo com a disponibilidade de tempo, recursos e compreensão. Porém, chegará o dia em que a caridade se tornará viva e se manifestará como o perfume da flor, de maneira constante, permanente. Exalaremos luz em forma de bondade, paciência, aceitação, mansidão, humildade, doçura e em qualquer que seja a situação, aquele que se aproximar de nós poderá sentir, perceber, usufruir da caridade viva.
Madre Tereza nos recomenda: “jamais permita que alguém saia de vossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. Certamente para a maioria de nós esse é um desafio a vencer.
Deus, certamente, se manifestará não mais de fora para dentro e sim de dentro para fora trazendo a realidade do reino dos céus que tanto nos ensinou Jesus.
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Dr. Bezerra de Menezes
Fidel Nogueira
Tu és frasco, és beleza, és suavidade... Uma borboleta sempre em busca da flor. Das flores que guardam vosso alimento... Alimento sagrado chamado amor. Voe borboleta, voe... Voe sempre pelos jardins do mundo despertando os perfumes no pólen dos corações... Tua voz suave melodia... Tuas palavras carinho dos ouvidos... Teu ser a beleza de voar... Borboleta colorida pelo reflexo do arco íris no brilho do sol... Sempre que puder pouse em meu jardim pra eu não esquecer que deus se manifesta através dos meus irmãos, borboletas em forma de estrelas cósmicas habitando a terra...
A borboleta quando voa... Linda é a borboleta... Leve, colorida em busca da flor, da beleza, da natureza... A borboleta um dia não voava, era casulo, era lagarta que rastejava... Mesmo assim era borboleta em estágio de evolução... Somos ainda seres que muitas vezes rastejamos pela vida em pesados e densos corpos... Mas em nós adormecida encontra-se a borboleta... O espírito imortal... Que um dia vem voar... Voar... Colorido pelas belezas das flores, da rosa que habita em nosso ser... Por enquanto vamos assim, caminhando e trabalhando a metamorfose que o tempo traz... A cada dia mais leves, mais belos, até alçar o vôo lindo da evolução...
No jardim da vida a borboleta da bondade, as asas da caridade, o vôo da liberdade, a prova da verdadeira amizade, a luz que traz a verdade, o amor na sua manifestação maior. Adolfo bezerra de Menezes, o homem de bem que está sempre alem, sem estar acima, trazendo saúde as doentes, ao errado o perdão, ensinando que o perdão é a salvação e a caridade o perfume da alma-borboleta que de flor em flor vem semeando o amor. Caridade o perfume das almas que manifestam o pai em seu interior. Bezerra de Menezes a caridade em forma de perfume que é o doce aroma da presença divina no coração dos que sofrem, nas necessidades dos que buscam as asas escondidas na imperfeição da jornada que um dia voarão lindas borboletas, despertados pela divina misericórdia da reencarnação.
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Religião ou RELIGAÇÃO?
Fidel Nogueira
Observando, ainda hoje, os homens desta terra, esplêndida terra, uma das moradas da casa do nosso Pai podemos chegar a uma compreensão de algo que talvez seja de grande importância, apesar de muitos não quererem enxergar com os olhos da humildade e da fraternidade.
A palavra Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar"), religar o homem à sua essência verdadeira, Deus em nós.
Na observação que se segue em compreensão as religiões talvez ainda hoje tenham se esquecido disso, pois quantas compreensões equivocadas e interesseiras, quantos dogmas, quanta discriminação, quanto preconceito, quanta separação. Quantas ditas palavras de afirmações da verdade. A quem pertence a verdade?
Algumas religiões afirmam pela voz dos seus comandantes que a verdade está com eles e é exclusiva, única e verdadeira. Assim vão se enganando e enganando outros, “cegos que guiam outros cegos”. Cegos pelo orgulho, pela vaidade, pelo preconceito ainda enraizado na consciência conservadora, ortodoxa. Quantos dizem que amam a Jesus, mas não conseguem amar, respeitar, compreender seus irmãos. Irmãos da família, esposa, esposo, filhos, pais, mães. Quantos estão abandonados de carinho, atenção e compreensão, enquanto os homens brigam para provar quem está com a verdade.
A verdade, metaforicamente, chegou a terra como se fosse um grande meteoro e ao se aproximar, devido á força magnética da atmosfera terrestre, explodiu se fazendo em milhões de pedaços de todos os tamanhos que caíram em diferentes regiões do planeta. Os seus habitantes então começaram a encontrá-los e cada um que encontra um pedaço da verdade acredita que está com toda e única verdade nas mãos. Alguns se acham enviados especiais de Deus, outros se colocam pela vaidade na condição de portadores da mão de Deus entre nós, e assim não compreendem, para que a verdade seja plena é preciso reunir os pedaços para alcançar a magnânima conquista de conhecê-la. “CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ”.
Portanto, compreendemos que a primeira palavra é UNIÃO, também entendemos que a expressão “SER HUMANO” necessita de maiores esclarecimentos. Vamos retirar a letra H e observar o que fica, “SER UM MANO”, é o que todos precisamos. Ser um irmão do outro, ser companheiro, amigo, fraterno, solidário, pois nosso irmão também tem um pedaço da compreensão da verdade com ele e é preciso respeitar a sua compreensão, pois não podemos violentar a consciência de ninguém.
Acredito que o mundo está ficando cansado das religiões como se apresentam e anseia pela paz, pela irmandade que Jesus nos ensinou. “OS MEUS DISCÍPULOS SERÃO CONHECIDOS POR MUITO SE AMAREM”. Essa é uma verdade enorme, gigantesca, que clareia, que esclarece, orienta. Este é o único caminho O AMOR, não podemos amar a Jesus sem amar nossos outros irmãos.
O preconceito já trouxera muita separação, violência, discriminação e isso tudo não tem nada a ver com espiritualidade, com Jesus, isso é coisa da ignorância do homem que ainda se permite achar dono da verdade exclusiva. Quantas religiões se dizem donas da verdade e determinam regras, dogmas que tiram a liberdade de pensar das pessoas utilizando um mecanismo tão antigo que é a culpa, o pecado, o Deus que pune, que condena ao inferno, etc.
O amor não discrimina, não julga, não debocha, não zomba, não separa, não se coloca superior. Se eu não respeito meus irmãos como posso dizer que os amo e amo ao nosso pai.
Quanto à figura do Diabo, compreendo que ele de verdade existe, dentro de cada um de nós, seres desta terra-escola, que se permite agir pelo ORGULHO, pela VAIDADE, pelo EGOÍSMO, PREPOTÊNCIA, AUTORITARISMO, CONSERVADORISMO, ETC. Estes sim, os verdadeiros “DIABOS”, que induzem o homem ao erro, sofrimento, tormento, ao domínio não dominado, à ilusão, terrível ilusão de si mesmo. É preciso, o quanto antes, compreender que a causa de tudo está dentro e jamais esteve fora, pois o que está dentro está fora.
As forças que prendem, escravizam, exploram, roubam, violentam, corrompem e também aquelas que libertam, auxiliam, perdoam, compreendem, aceitam, sorriem, choram, realizam o extraordinário, estão sempre dentro do homem, Espírito imortal, filho da luz, filho do amor, temporariamente, de passagem, nesta vestimenta física chamada corpo material que um dia se libertará e voará, voará como as borboletas voam, por que, as borboletas um dia foram casulo, presas, pesadas, rastejantes, mas o tempo, o senhor de todas as respostas, traz o grande milagre, chamado METAMORFOSE, através do esforço próprio, do suor produzido pelo trabalho, faz com que a casca do casulo vá cedendo e aos poucos, surge o maravilhoso, o extraordinário, o muitas vezes inesperado poder do amor. A borboleta surge, linda, colorida, leve e inicia a esplêndida experiência de voar. A borboleta voa e percebe que precisa de algo e este algo é belo, perfumado, também colorido, a flor.
De flor em flor, a borboleta vai compartilhando o doce pólen de viver o amor. Nesta terra, somos todos necessitados, uns mais outros menos, mas necessitados, aprendizes, eternos APRENDIZES e sempre que nos colocamos na condição de mestres dos outros nos esquecemos de sermos mestres de nós mesmos.
Nossa vitória está na evolução e a evolução é despertar cada vez mais o ser de luz, de amor, de união que está escondido em nós.
Jesus, a ninguém julgou, condenou, obrigou, o Mestre dos mestres nos deu o grande exemplo de compreensão do outro.
Ainda, quanto julgamento encontramos nas religiões, quantas condenações o homem precisa se permitir para alcançar a verdade de que o nosso pai não julga, não condena, não castiga, não tortura por que nosso pai é amor, amor que compreende, que acolhe, oportuniza, cura, liberta, ilumina, ensina, aceita, espera. Misericórdia infinita, amor incondicional, causa primária de todas as coisas, inteligência suprema, AMOR, AMOR, AMOR....DEUS.
Vamos todos nos REUNIR, trazer nossas idéias, compreensões, necessidades, sofrimentos, aflições, solidões, alegrias, satisfação, bondade, amizade, lealdade, fidelidade. VIDA EM ABUNDÂNCIA é o que encontramos em UNIÃO, JUNTOS SEREMOS UM SEM DEIXARMOS DE SER CADA UM.
Todas as religiões podem se unir na parte que Jesus deixou para todos nós que é a parte moral.
“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”
“FAÇA AO OUTRO AQUILO QUE GOSTARIA QUE O OUTRO LHE FIZESSE”.
“AMARÁS O SENHOR TEU DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS COM TODA A TUA FORÇA, TODA A SUA VONTADE E AO PRÓXIMO COMO A SÍ MESMO”.
Na nossa compreensão, é preciso amar a essência verdadeira que somos, com toda a nossa força, toda a nossa vontade para que ela venha florescer, brilhar, perfumar nossas vidas e em conseqüência também perfumar a vida dos outros. Assim, nos amando, valorizando, trabalhando e aprendendo poderemos usar esse mesmo amor em nós para também amar os outros, todos os outros, nossos irmãos. FRATERNIDADE, FRATERNIDADE, FRATERNIDADE, IRMANDADE, IRMANDADE,
UNIÃO, UNIÃO, UNIÃO, UNIÃO, UNIÃO, UNIÃO.....
“O QUE DEUS UNIU O HOMEM NÃO SEPARA”
E lembrando aos nossos irmãos que estas singelas palavras são apenas pequeninos, minúsculos pedaços da verdade que já conseguimos compreender.
LUZ PAZ E AMOR!
FIDEL NOGUEIRA
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